Vender o filé não faz sentido

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Os créditos parcelados correspondem à maior parte da arrecadação da PGFN. Tais créditos são os que apresentam os menores riscos jurídicos e menores custos processuais, inclusive para a manutenção do sistema judiciário. O maior gasto da Fazenda com estes créditos é o desenvolvimento de sistemas de informática, o que continuaria ocorrendo mesmo no caso de securitização destes recebíveis. Em resumo, a União continuaria com o gasto mas perderia uma fatia da sua receita mais líquida no deságio.

Como dito da reportagem pela Diretora-Geral de Dívida Ativa da União não podemos passar o filé e ficar com o osso. Qualquer proposta de cessão o securitização deveria ser restrita aos créditos com maior risco econômico  (devedores falidos e insolventes) ou em que a cobrança judicial não é economicamente justificável  (créditos abaixo de R$20.000,00). Em todo caso só deveria ser implementada após investimentos na melhoria da estrutura e processos de cobrança que permitam à PGFN avaliar os riscos econômicos e jurídicos de cada crédito e decidir quais seriam interessantes de serem transferidos.

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